segunda-feira, 23 de abril de 2012

MATANDO A VOGAL "E"

Não é novidade pra ninguém as influências sulistas nos locutores, apresentadores, repórteres do nordeste. É um chiado aqui e outro acolá só pra disfarçar, ou mesmo negar, o sangue nordestino e, mais especificamente, o paraibano. O baiano e o pernambucano já têm um pé no Rio de Janeiro com seus chiados que até confundem eles mesmos. Mas o que nos causa mais impressão é a mudança do som da vogal "e" sendo substituído pelo som da semi-vogal "ê". Neste sábado pudemos sentir o desconforto dessa influência sulista ao ouvirmos nossa colega Meire AlvesMiudezas reproduzir o nome 'Nevinha' como se esse nome tivesse o "e" da primeira sílaba com um acento circunflexo passando a ter o fonema fechado com um "ê". Onde será que nossa colega Meire foi achar esse Nêvinha (acento nosso para reproduzir o som da repórter)? Caso o andar da carruagem venha seguido dessas influências, a vogal "e" estará seriamente condenada ao esquecimento. Para demonstrar esse deslize, vamos trazer algumas palavras que poderão ter seus fonemas alterados pela má influência linguística do sul. Que tal dizer "papêl" em vez de "papel" com o som aberto? Que tal falarmos "pêrna" em lugar de "perna"? E se nos deixarmos influenciar pela necessidade de querer se esconder por trás dos sons pasteurizados do sul, nós jornalistas, seremos "êspêcialistas" em carioquês tupiniquim apagando cada vez mais nossa nordestinidade (nordêstinidade não). Antes que algum engraçadinho venha nos criticar, como somos estudados, sabemos que se deve ter pelo menos uma linha a seguir, porém em nome da boa dicção, mas sem perdermos a nossa identidade. Estamos de olho e em defesa da nossa origem e do Português correto.

8 comentários:

etvpb disse...

É melhor falar 'ê' , do quê da mau exemplo.
Como Samuka Faz, fala errado e diz que é linguagem popular kkk...

Anônimo disse...

Creio que o que falta nas nossas redaçõe é bom dicionário, um bom Aurélio. Se na TV Tambaú que, mesmo com a chegada do Valdez, ainda não se reencontrou, tivesse um pai dos inteligentes - e não dos burros, como diz o senso popular - a Meire Alves iria saber que E é a quinta letra do nosso alfabeto e que tem, sim, o som aberto!!! É impressionante o descaso com que alguns apresentadores, comunicadores em geral, tratam a nossa Última Flor do Lácio, conforme designou o poeta parnasiano Olavo Bilac. Uma coisa é ter um vocábulário acessível, sobretudo em meios de comunicação de massa, como rádio e televisão; outra, bem diferente, é ter um vocabulário que não respeita as normas gramaticais, que muitas vezes chega a ser chulo, a doer em nossos ouvidos!!! Em uma carta, divulgada ano passado pelos acionistas das Organizações Globo, está explícito o respeito que o pessoal de Jornalismo deve ter para com a língua Portuguesa. Digam o que disserem, mas Globo ainda é Globo!!!!! GRÇAS A DEUS!!!!

Anco Marcio disse...

Mas a grande joia do momento é o pessoal da Paraiba FM achar que é charmoso chamar tape,entrevista de radio, de SONORA."Vamos ouvir uma SONORA".Meu Deus e queriam ouvir o que no radio?Uma MUDINHA?Radio tem como principio basico, o SOM!!Tudo em radio é sonoro...Mas Nilvan,Veronica e a turma toda falam essa perola!!O que existe com som e sem som,é peido...Radio é sempre sonoro."Vamos ouvir uma sonora" é de uma obviedade irritante!!

Gustavo disse...

Dessa vez vocês se superaram! Putz! "Português correto"? O que sotaques tem a ver com isso? Não existe um jeito de falar mais ou menos correto do que outro.
Não existe um único jeito de se pronunciar as letras...que são apenas representações gráficas - imperfeitas, ou pelo menos incompletas - dos fonemas.
os Pernambucanos chiam pela influência dos primeiros portugueses que por lá aportaram, não tem absolutamente nada a ver com influência do Sul ou Sudeste.
Ah...e só pra eu não esquecer? De onde vocês tiraram que o som "ê" corresponde a uma semivogal, hem?
Boa Sorte e sucesso!

Olavo Drumond disse...

A letra "E" não é semi vogal.
E um bom profissional que usa a voz não deve ter nenhum tipo de sotaque em seu trabalho.
A questão é sobre sotaque.
Alguém já ouviu o William Bonner falar como os caipiras do interior de São Paulo?
Mas ele é do interior. E eliminou o sotaque.
Aprendam: Sem sotaque é neutro.
Nada de exageros.
Mas existem exceções fonéticas.
Hoje, vi no Bom Dia Paraíba falarem CÍ-Ê-Ê, que é a maneira correta de se pronunciar o nome desse órgão.
Não se fala, mesmo na Paraíba Cí É É.
Acho que você, do BF ficam procurando cabelo em ovo...(sem gracinhas, tá? - ovo de galinha)

Zóião disse...

E por falar em TV Tambaú, o operador de caracteres continua c/ seus "erros", principalmente o de revisar o q/ digita. Hoje no Tambaú Notícias foi creditado "Prefito" de Alhandra. Dos males o menor, pq o operador da manhã precisa mesmo é fazer um curso c/ Zarinha ou Marcelino urgente.

Anônimo disse...

Ô pessoal da Paraíba FM (creio que foi Verônica Guerra que lançou a moda terrível da tal "SONORA"), anotem aí: "SONORA" é termo técnico usado em matérias de "TELEVISÃO". Como é chato ouvi-los falando assim no rádio.
Usem a criatividade, esbanjem inteligência e prefiram:

"Vamos ouvir um DEPOIMENTO do prefeito"...

"Eis um TRECHO DA ENTREVISTA do deputado"...

"Confiram a REAÇÃO do governador ao ser perguntado"...

"Nós temos aqui UM COMENTÁRIO do vereador"...

"Escutem a RESPOSTA do senador ao nosso repórter"...

"Nós temos a gravação do que DISSE o parlamentar"...

"Ouçam o que o pré-candidato ACHA do assunto"...

Caros radialistas, como vocês viram, poderíamos ficar aqui escrevendo laudas com exemplos que evitam o irritante "sonora".

Espero que leiam, espero que mudem, espero que tenham sucesso.

Anônimo disse...

Não sou radialista, mas gostei desses exemplos para substituir a SONORA. Já copiei e colei.